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Nova temporária: «Frederico de Freitas: 1902-1980» 

ffreitasEm Novembro de 2002 cumpriram-se 100 anos sobre o nascimento de Frederico de Freitas, uma das figuras de maior prestígio da música portuguesa do século XX. Para assinalar esta data, o Museu da Música organizou uma exposição documental que abriu ao público a 4 de Junho de 2003 e que pretendeu evidenciar as várias vertentes de um homem e artista único.

 

Resultado de uma colaboração entre o museu e a filha do homenageado, Elvira de Freitas, que cedeu temporariamente parte do espólio, a exposição “Frederico de Freitas: 1902-1980” recordou uma das figuras mais completas e versáteis da história da música portuguesa do século XX, onde deixou a sua marca como compositor, chefe de orquestra, pedagogo, musicólogo, articulista e crítico musical.

Peças como fotografias, partituras, a sua última agenda, programas de concertos e recortes de imprensa, arrumaram-se em seis núcleos, procurando reflectir a multiplicidade de facetas de Frederico de Freitas desde a sua infância, os primeiros anos de composição, as colaborações com o teatro de revista e o cinema, o seu papel como maestro, a portugalidade das suas composições, etc.

Frederico de Freitas afirmou-se na música dramática, tendo-se notabilizado no teatro de revista com composições que ainda permanecem na memória colectiva como “Meninas vamos ao vira”, e em bandas sonoras de filmes como “A Severa”.

Escreveu peças baseando-se em obras de grandes autores portugueses, de Camões a António Boto, e harmonizou cânticos populares, abrangendo todas as regiões do país. Dedicou-se à música coral, sinfónica e coral-sinfónica, e compôs o Quarteto Concertante com o qual obteve, em 1935, o Prémio Domingos Bomtempo, da Emissora Nacional. Foi também distinguido com o Prémio Nacional de Composição a propósito do seu “Nocturno” para violoncelo e piano, de 1926.

O seu impulso criador afirmou-se quer na sua “sonata” para violino e violoncelo, de 1923, onde empregou a técnica politonal, quer no domínio da técnica de instrumentação, como é o caso da “Missa Solene”, obra de grande envergadura sinfónica, escrita para as Festas Centenárias de 1940. Impôs igualmente a sua personalidade na criação de música para bailado, colaborando com a Companhia de Bailado Verde Gaio, na criação de composições para teatro de revista ou bandas sonoras de filmes.

A sua intensa actividade como compositor não o impediu de se consagrar à direcção de orquestras, tendo dirigido a Orquestra de Câmara da Emissora Nacional, a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional e a Orquestra Sinfónica do Conservatório do Porto. A elaboração de programas caracterizou-se por audições de obras como por exemplo, a “Quarta Sinfonia” de Mahler. Fundador e director da Sociedade Coral de Lisboa, levou a efeito, em Lisboa e no Porto, audições de obras para coro e orquestra como “Elias” de Mendelsshon, a “Nona Sinfonia”, de Beethoven, “Oratória de Natal”, de Bach ou “Invocação dos Lusíadas”, de Viana da Mota.

Depois das evocações de José Viana da Mota, Tomás Alcaide e Michel’angelo Lambertini, a exposição “Frederico de Freitas: 1902-1980” deu continuidade à linha programática do Museu da Música que pretende assumir a divulgação de personalidades marcantes da música portuguesa de projecção universal. Como complemento à exposição foi elaborado um catálogo que contou com inúmeras colaborações de especialistas e personalidades de alguma forma ligadas a Frederico de Freitas.