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.:: La Voix de l’Âme PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta-feira, 14 de Maio de 2021 // 18:00 h

La Voix de l'Âme “Aux Plaisirs, Aux Délices - Le Concert des Airs de Cour”, recital do ensemble La Voix de l’ me. Organização: Associação dos Amigos do Museu Nacional da Música. Bilhetes - Normal 5,00 / Sócio - 3,00, mediante reserva prévia.

 

A lotação da sala será restringida às primeiras 20 pessoas que fizerem a sua reserva por email ( Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ) ou telefone (217710990, das 11:00 h às 17:00 h). Apenas as reservas efetuadas através destes dois contactos serão consideradas válidas.

 

O uso de máscara é obrigatório e estarão garantidas todas as normas de distanciamento social e higienização do espaço definidas pela DGS e em vigor à data do evento.


LA VOIX DE L’ÂME é um ensemble formado por Bianca Alves (soprano), Luís Melo (flautas de bisel), Ezekiel Martins (alaúde, guitarra barroca e teorba), Pedro Martins (guitarra barroca, alaúde e teorba), Leonor Sá (violoncelo barroco). Surge em 2019 após vários anos de partilha musical dos intérpretes, tanto em contexto académico como profissional. Dedica-se à recuperação e apresentação de património musical europeu, tendo como principal interesse uma abordagem musical contextualizada nos marcos históricos compreendidos entre o século XVII e a primeira metade do século XVIII, mais concretamente o repertório francês composto para as cortes dos reis Luís XIII e Luís XIV. Os músicos apresentam uma formação especializada e experiências diversas, com especial destaque para a interpretação historicamente informada.

 


PROGRAMA - AUX PLAISIRS, AUX DÉLICES LE CONCERT DES AIRS DE COUR

 

Nem bem um género, nem bem uma forma musical, a air de cour é um termo muito vago que teve o seu auge no final da Renascença e durante a primeira metade do século XVII, tornando-se o verdadeiro género emblemático da música secular francesa.

 

O termo testemunha a influência e a aceitação pelos círculos sociais (a corte), pelos círculos intelectuais (letras) e pela burguesia, dos géneros vocais de origem popular como o vaudeville, combinados com influências italianas (a villanella) com base nos primórdios de um cenário musical estrófico simples que facilitou a compreensão do texto poético, oferecendo assim uma alternativa moderna ao contraponto erudito da canção polifónica, que até então dominava a paisagem musical secular franco-flamenga.

 

Aos poucos, as melhores e mais altas sociedades tanto cantavam poemas mundanos e espirituais, como também as atrevidas observações de airs ou chansons para beber e dançar, misturando-se indiferentemente para o prazer de todos. Combinavam-se assim airs de inspiração séria que retratavam as várias paixões amorosas, airs de louvor ou dedicação, airs monódicas ou corais, corais retirados de ballet de cour, airs monódicas acompanhados por alaúde, histórias com personagens em diálogo, salmos ou orações em francês, mas também melodias para beber e melodias para dançar.

 

Muito amplamente distribuída em França e no exterior, cantada, copiada, parodiada, arranjada, fortemente conhecida durante todo o reinado de Luís XIII (1610-1643), a regência de Ana de Áustria (1643-1651) e o início do reinado pessoal de Luís XIV (1651-1660), a air de cour viveu uma verdadeira idade de ouro, sendo dominada por compositores como Pierre Guédron, Antoine Boesset, Étienne Moulinié, Gabriel Bataille e Jean de Cambefort, entre outros.

 

O declínio da polifonia, o aumento da importância da voz solo apoiada pelo baixo contínuo, os novos gostos de um público estendido às sociedades letradas à margem do círculo oficial da corte, ou o surgimento de novas formas de música, como a expressão dramática (ballet, comédie ballet, tragédie en musique) apressaram a mudança do género. Esta segunda “era” veria assim a expressão dos talentos de cantores-compositores, como Michel Lambert, Sébastien Le Camus, Honoré D’Ambruis, entre outros.

 

PIERRE GUÉDRON (1570-1620) - Aux Plaisirs, aux delices bergeres

 

GABRIEL BATAILLE (1575-1639) Combien que ta fiere beauté

 

ÉTIENNE MOULINIÉ (1599-1669) Enfin la beauté que j’adore

 

ANTOINE BOËSSET (1587-1643) A la fin cette bergere

 

SÉBASTIEN LE CAMUS (1610-1677) Laissez durer la nuit

 

HONORÉ D’AMBRUIS (ativo 1660-1702) - Le doux silence de nos bois (depois de Michel Lambert)

 

MICHEL LAMBERT (1610-1696)
Jugez de ma douleur en ces tristes adieux
Ma bergère est tendre et fidelle
Le Repos, l’ombre, le silence
Petite Histoire sur le Renard (avec Fables sur de petits airs et sur des vaudevilles choisis)
- Prélude
- Allemande
- Le Renard et les Raisins Sarabande
- Le Corbeau et le Renard Menuet
- Le Coq et le Renard Gigue
- Le Renard et le Loup Chacone