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.:: Madalena Sá e Costa (1915-2022) PDF Print E-mail

Madalena Sá e Costa em 1942 (fot. Marc Lenoir, MNM-FOT-0030) Madalena Sá e Costa é neta do violinista fundador do Orpheon Portuense e primeiro diretor do Conservatório de Música do Porto, Bernardo Moreira de Sá, e filha do compositor Luiz Ferreira da Costa e da pianista Leonilda Moreira de Sá e Costa. Formou com a irmã, a extraordinária pianista Helena Sá e Costa (1913-2006), uma dupla de intérpretes e pedagogas que marcou a cena musical portuguesa e que foram testemunho maior das mais notáveis transformações culturais do Porto musical do último século.

 

Nascida no Porto em 20 de novembro de 1915, Madalena Sá e Costa estreou-se aos 19 anos no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Discípula de Guilhermina Suggia, concluiu o curso no Conservatório Nacional em 1940, sob a orientação de Isaura Pavia de Magalhães, após o que completou a sua formação com Paul Grümmer, Sandor Végh e Pablo Casals, entre muitos outros.

 

Ao longo de uma carreira em que trabalhou com maestros como Pedro de Freitas Branco, Frederico de Freitas, Ivo Cruz, Fritz Riegger, Jacques Pernood, Gunther Arglebe, Ferreira Lobo, Pedro Blanch e Silva Pereira, fez parte da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional (1966-84), da Orquestra Sinfónica do Porto (1970) e da Camerata Musical do Porto, de que foi fundadora (1979-89).

 

Foi distinguida com diferentes prémios, nomeadamente: os prémios Orpheon Portuense (1939), Emissora Nacional (1943), Morrisson, da Fundação Harriet Cohen (1958), Guilhermina Suggia/Secretariado Nacional de Informação (SNI), em 1966. Foi professora no Conservatório de Música do Porto e no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, onde formou dezenas de gerações de músicos.

 

A longa e rica atividade artística de Madalena de Sá e Costa, que marcou várias gerações de alunos e admiradores, reflete quanto o seu percurso biográfico e musical representam para a História da Música em Portugal no século XX, nos domínios da interpretação, da pedagogia musical e da própria composição para violoncelo. Possuidora de extraordinárias qualidades humanas, morais e de valores associados a um deslumbramento e paixão pela Música, herdeira e transmissora de uma forma de estar musical, tornou-se uma referência incontornável, exemplo de empenhamento para as novas gerações de músicos, tal como anteriormente o havia feito o seu avô, pai e irmã, dessa vivência intensa e entendimento da Música como a mais bela das Artes.

 

Com muito carinho guardamos as palavras, escritas pelo seu próprio punho, dedicadas à Diretora do Museu Nacional da Música, aquando da sua passagem pelo Museu, no dia Mundial da Música em 2015, em que assistiu a um concerto do violoncelista Paulo Gaio Lima.

 

Dedicatória de Madalena Sá e Costa a Graça Mendes Pinto

 

“À Dra. Graça Mendes Pinto, com votos de muitos bons sucessos!
Madalena Sá e Costa
Museu N. Música
1 Outubro 2015”