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.:: Solistas Metropolitana | Fragoso e os Clássicos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta-feira, 27 de Maio de 2022 // 18:00 h

Antonio Fragoso Carlos Damas (violino), Jian Hong (violoncelo) e Anna Tomasik (piano) são os Solistas da Metropolitana que dão vida a um programa intitulado “Fragoso e os Clássicos”. A entrada é livre.

 

 

PROGRAMA

 

«Fragoso deixou uma sonata inacabada. No dia 12 de outubro, a véspera da sua morte, ainda tentou ver se conseguia escrever mais umas notas. Queria muito acabar aquela peça. Mas já estava cheio de febre. Subiu as escadas com dificuldade, sentou-se ao piano e a criatividade... não aparecia […] morreu no dia seguinte».

 

Este testemunho recente de um sobrinho do compositor faz referência à Sonata Inacabada de António Fragoso, vítima da pandemia de gripe pneumónica de 1918. A prometedora eloquência melódica do jovem músico é particularmente expressiva no andamento único que se apresenta aqui ladeado por dois trios com piano de Haydn e Beethoven.

 

Joseph Haydn, tal como aconteceu com o Quarteto de Cordas, também foi pioneiro do Trio com Piano, tendo concluído várias dezenas de trios que se pareciam com sonatas com dois instrumentos melódicos. Já em plena maturidade, e gozando de assinalável reconhecimento público, escreveu os últimos trios entre 1794 e 1797. Estes conhecem-se como «Trios de Londres», em virtude de terem sido compostos durante a segunda permanência do compositor naquela cidade, já depois de se aposentar da corte dos Esterházys. O n.º 39, em particular, aparece por vezes designado como Quarteto Cigano, por causa do estilo tradicional da música húngara que se reconhece no último andamento.

 

Pela mesma altura, o jovem Beethoven ainda construía a reputação na cidade de Viena. Tomava como modelo os anteriores trios de Haydn, mas imprimia-lhes uma individualidade que lhe permitiam, sobretudo, notabilizar-se enquanto intérprete. No Trio n.º 3 do primeiro Opus, apostou uma disposição dramática que terá decerto provocado estranheza nos meios mais conservadores da capital austríaca, por se revelar porventura excessiva. Tem quatro andamentos em vez dos três que eram usuais. O último, em particular, revela uma intensidade expressiva que o distinguia do velho mestre.

 

JOSEPH HAYDN (1732-1809) – Trio com Piano n.º 39, em Sol Maior, Hob.XV:25, Cigano (1795)
I. Andante
II. Poco adagio: Cantabile
III. Rondo all’Ongarese: Presto

 

ANTÓNIO FRAGOSO (1897-1918) – Sonata Inacabada, em Ré Maior, para violino e piano (1918)

 

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827) – Trio com Piano, em Dó Menor, Op. 1/3 (1794-1795)
I. Allegro con brio
II. Andante cantabile con variazioni
III. Minuetto: Quasi allegro
IV. Finale: Prestissimo

 


SOLISTAS DA METROPOLITANA

 

As orquestras clássicas integram na sua composição diferentes famílias de instrumentos que, no conjunto, formam uma identidade musical que as transcende. Só no contexto da música de câmara é possível apreciar com atenção exclusiva a sonoridade própria de cada instrumento.

 

Por isso, os profissionais da Orquestra Metropolitana de Lisboa dividem-se frequentemente em pequenos agrupamentos ao longo de cada temporada para apresentar recitais que permitem ao público, por um lado, familiarizar-se com detalhes interpretativos que passam normalmente despercebidos e, por outro, usufruir do extraordinário repertório de música de câmara que nos foi legado pelos maiores compositores de sempre.